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Com desemprego em 6,1%, NR-1 amplia pressão sobre saúde mental nas empresas

A saúde mental no trabalho deixou de ser um tema periférico para entrar de vez na agenda regulatória e estratégica das empresas. No Brasil, a atualização da NR-1, norma que estabelece diretrizes gerais de segurança e saúde ocupacional, reforça essa mudança ao ampliar a responsabilidade das companhias sobre riscos psicossociais. A virada ocorre em um contexto de transformação acelerada do trabalho e projeta para 2026 um cenário em que bem-estar e produtividade passam a caminhar juntos, sob maior pressão institucional.

Os sinais dessa tensão já aparecem nos indicadores do mercado. A taxa de desemprego no Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 em 6,1%, alcançando 6,6 milhões de pessoas, avanço em relação ao trimestre anterior associado, em parte, ao fim de vagas temporárias. Para quem perde o emprego, o impacto é direto; para quem permanece, cresce a percepção de insegurança e a sobrecarga, em um ciclo que afeta o clima organizacional.

Ao mesmo tempo, a inteligência artificial avança em ritmo acelerado dentro das empresas. O que até pouco tempo era visto como tendência passou a fazer parte da operação cotidiana, alterando processos, metas e expectativas. Muitos trabalhadores relatam dificuldade em acompanhar a velocidade dessas mudanças, ao mesmo tempo em que cresce a exigência por novas competências. A sensação de defasagem constante passa a ser parte do ambiente de trabalho.

Diante disso, ganha espaço um fator menos tangível, mas cada vez mais determinante: a inteligência emocional. Em um cenário de pressão contínua, a capacidade de lidar com incerteza, manter relações profissionais e sustentar decisões sob estresse se torna central, especialmente para lideranças. Ainda assim, há um descompasso entre discurso e prática. Ambientes com jornadas extensas, comunicação impessoal e baixa previsibilidade seguem comuns, contribuindo para a percepção de desgaste.

“Ao reconhecer formalmente esses riscos, a norma exige que as empresas olhem para fatores como carga de trabalho, metas e cultura organizacional como elementos centrais na prevenção do burnout”, afirma Andre PurriCEO da Alymente.

De um lado, cresce a oferta de benefícios voltados à saúde mental, mas também aumenta a percepção de ambientes de trabalho tóxicos. Ao mesmo tempo, os trabalhadores, sobretudo os mais jovens, passam a rever prioridades, questionando modelos rígidos e buscando maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A pressão regulatória, simbolizada pela NR-1, tende a se somar às demandas de mercado e dos próprios trabalhadores por ambientes mais sustentáveis. A saúde mental deixa de ser apenas uma pauta de bem-estar e passa a integrar a gestão de risco das empresas. Ignorá-la, a partir de agora, tem custo: operacional, financeiro e reputacional.

 

Andre Purri

CEO e cofundador da Alymente, Andre Purri vem revolucionando o mercado de benefícios corporativos. Formado em Administração de Empresas pela ESPM e com mais de 10 anos de experiência no setor de meio de pagamentos e benefícios, Andre iniciou sua carreira como Líder Comercial na Stone Pagamentos, onde desenvolveu habilidades estratégicas e de liderança. Movido pelo propósito de inovar, fundou a Alymente para oferecer soluções flexíveis que transformam a gestão de benefícios, gerando impacto positivo para empresas e colaboradores. Sua visão empreendedora reflete compromisso com inovação e excelência.
 

Alymente

Alymente é uma startup de RH (HR Tech) que redefine o conceito de gestão de benefícios corporativos. Desde 2017, oferece soluções inovadoras e personalizadas, como um cartão com bandeira Visa, aceito globalmente em até 9 categorias, incluindo alimentação, mobilidade e bem-estar. Sua plataforma também integra funcionalidades para RH, como gestão de premiações e despesas. Empresas como HEINEKEN e Nissan já adotam a experiência moderna da Alymente, que une flexibilidade, autonomia e valorização dos colaboradores, promovendo engajamento e eficiência nas relações corporativas.

Guilherme Peara

Fundador e Editor-chefe do InfoDireito. Advogado e empresário na área da Comunicação. Graduado em Direito pela PUC Goiás, pós-graduado em Gestão Estratégica de Marketing pela HSM University.

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