Bolsonaro revela que acabou com contrato bilionário com a Globo
O presidente Jair Bolsonaro abriu o jogo e revelou que mandou tirar patrocínio bilionário da Globo. Em entrevista a Sikêra Jr. no Alerta Nacional, ele confessou que foi o responsável pelo fim de contrato com a emissora.
No programa da RedeTV!, o presidente da República foi questionado por Sikêra sobre os investimentos publicitários do Governo. Sem citar nomes, ele revelou que cortou parte da verba que era destina para a Globo.
“Aquela grande emissora leva aproximadamente 20% do bolo do Governo Federal. Além de reduzir em 80% o total do bolo, que ao invés de dar 80% para aquela grande TV, nós damos apenas 20%, porque nós somos obrigados a fazer alguma propaganda lá também”, declarou Bolsonaro, que revelou ser o responsável pelo fim de contrato milionário.
“Quando eu assumi, o Banco do Brasil estava patrocinando um jornal matutino. Eu falei: ‘por que isso? Tem que patrocinar? Sai fora dali’. Porque a gente patrocinava coisa contra a gente mesmo. E eu não quero ser blindado, quero que falem a verdade”, disse.
Mesmo que Bolsonaro não tenha citado nomes, o tal “jornal matutino” que ele cita é o Bom Dia Brasil. O noticiário matinal da Globo foi patrocinado pelo Banco do Brasil durante muitos anos.
O presidente comentou mais ou menos sobre o valor que era destinado para a emissora carioca anualmente. “O montante, somando tudo, era de R$ 2 bilhões por ano para toda a imprensa. Imagina cerca de 80% só pra aquela imprensa [a Globo]?!”, falou.
Renovação da concessão da Globo
Ao comentar uma reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, o presidente Jair Bolsonaro disse que pode tornar bastante difícil a vida da emissora a partir de 2022, quando a empresa poderá renovar sua concessão de TV pública.
Segundo especialistas em comunicações, porém, o poder do presidente da República de interferir na concessão de uma emissora de TV é remoto, justamente para preservar a liberdade de imprensa.
A bronca de Bolsonaro surgiu após o Jornal Nacional veicular uma reportagem sobre a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes.
Um porteiro do condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, teria afirmado que um dos suspeitos do crime foi autorizado a entrar por alguém da casa 58, antiga residência de Bolsonaro, mas o Ministério Público contesta a história.
Com informações do UOL