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Justiça abre caminho para impunidade de Flávio Bolsonaro

A quinta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou, por quatro votos a um, a quebra de sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e de outros 94 investigados no caso das rachadinhas em gabinetes da Assembleia Legislativa no Rio quando ele era deputado estadual.

Os quatro ministros que votaram pela anulação argumentam que o senador não foi ouvido e que o Coaf, de onde partiram as informações sobre movimentação financeira suspeita na Alerj, não tem poder de investigar. Apenas o relator, ministro Félix Fischer, defendeu a manutenção da decisão de primeira instância. (UOL)

Aguirre Talento: “A extensão da decisão tomada hoje já é suficiente para derrubar a denúncia apresentada em novembro pelo MP do Rio, já que as movimentações bancárias dos assessores de Flávio Bolsonaro constituem as principais provas do esquema de rachadinha.

Além disso, é possível que os atos do juiz Flávio Itabaiana posteriores à quebra de sigilo também acabem anulados, como a operação de busca e apreensão, essencial na obtenção de diversas provas contra os investigados.” (Globo)

Bruno Boghossian: “As apurações que cercavam a família presidencial meteram medo em Jair e companhia. Não à toa, a prisão de Fabrício Queiroz, em junho de 2020, é considerada uma linha divisória: logo depois que o operador do esquema passou um tempo na cadeia, o presidente baixou as armas contra o Supremo e foi ao altar com o centrão, em busca de blindagem.

Apesar do provável alívio nos tribunais, Queiroz e a ‘rachadinha’ já são a marca política do clã, mesmo que as provas não sejam usadas em processos. Bolsonaro pagará o preço político dessas suspeitas. Agora, o país conhece os métodos da família em décadas de vida pública” (Folha)


As informações são do Jornal Meio e dos demais jornais citados nesta reportagem.

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